O THCA (Ácido Tetrahidrocanabinólico) é o principal representante das Formas Ácidas encontrado em quimiovares do tipo I (dominantes em THC), sendo a substância que a planta efetivamente biossintetiza e armazena nos tricomas glandulares antes de qualquer processamento térmico. Diferentemente do THC, o THCA é uma molécula grande que não se encaixa eficientemente nos receptores CB1 do cérebro, o que significa que seu consumo, mesmo em altas doses (como em sucos de cannabis crua), não produz os efeitos euforizantes ou a alteração de consciência associados ao uso da planta fumada ou vaporizada.
O perfil terapêutico do THCA tem ganhado destaque devido às suas potentes propriedades anti-inflamatórias, que ocorrem através da inibição das enzimas COX-1 e COX-2 e da modulação do fator de necrose tumoral (TNF-alfa). Além disso, estudos preliminares e evidências clínicas sugerem eficácia na neuroproteção, controle de espasmos e redução de náuseas, tornando-o uma opção valiosa para pacientes que necessitam dos benefícios dos canabinoides sem a psicoatividade do THC neutro.