Terpenos e Terpenoides: O perfil da cannabis e seu impacto terapêutico

Publicado em 14/01/26 | Atualizado em 14/01/26 | Leitura: 13 minutos

Terpenos

A caracterização fitoquímica da Cannabis sativa L. revela um ecossistema molecular de notável complexidade. Para além dos canabinoides, os terpenos e terpenoides configuram componentes bioativos de relevância crescente, responsáveis não apenas pelo perfil aromático da planta, mas também por modularem efeitos farmacológicos de ampla aplicabilidade clínica.

Neste contexto, vamos explorar a natureza química dessas moléculas, sua correlação com a cannabis medicinal e as evidências científicas que sustentam seu potencial terapêutico.

A base molecular dos Terpenos e Terpenoides

Os terpenos — ou isoprenoides — compõem uma das maiores classes de compostos naturais, encontrados em plantas, fungos e alguns animais. São formados por múltiplas unidades de isopreno (C₅H₈), organizadas de forma linear, ramificada ou cíclica, originando uma imensa diversidade estrutural.1,2

Esses compostos participam de funções essenciais nas plantas, incluindo defesa contra predadores, comunicação química e proteção contra estresses ambientais. A biossíntese ocorre principalmente pela via do mevalonato, e as moléculas resultantes concentram-se em óleos essenciais e resinas.³

A classificação dos terpenos segue o número de unidades de isopreno que compõem sua estrutura:

classificação dos terpenos
classificação dos terpenos

Os terpenoides, por sua vez, são terpenos modificados por oxidação ou rearranjos enzimáticos, o que lhes confere maior diversidade funcional. Entre os exemplos mais conhecidos estão o linalol (álcool monoterpênico) e o carvacrol (fenol monoterpenoide).

Terpenos e Cannabis Medicinal

A Cannabis sativa L. contém mais de 500 compostos químicos, dos quais cerca de 100 são terpenos ou terpenoides. Enquanto os canabinoides respondem pelos principais efeitos psicofisiológicos, os terpenos são determinantes do perfil aromático e exercem ações farmacológicas próprias, muitas vezes sinérgicas aos canabinoides.4

Cada quimiovariante de Cannabis apresenta um perfil singular de terpenos, que define não apenas o aroma, mas também o “caráter terapêutico” da planta. O teor de terpenos na cannabis varia entre 1 e 3%, com predominância de monoterpenos em quimiovariantes sativa e sesquiterpenos em quimiovariantes indica.4

Os principais terpenos identificados na Cannabis incluem:

  • β-Cariofileno

  • β-Mirceno

  • α-Pineno

  • Limoneno

  • Linalol

  • α-Humuleno

A interação entre os compostos da cannabis é conhecida como efeito entourage — um conceito introduzido no final dos anos 1990 para descrever o sinergismo entre canabinoides, terpenos e flavonoides. A hipótese central é que o conjunto fitoquímico da planta gera uma resposta biológica mais ampla e estável do que qualquer molécula isolada.4

Para saber mais sobre o efeito entourage, acesse: Entenda o efeito entourage e por que a planta completa é melhor que suas partes isoladas – WeCann Academy

Embora a maioria dos terpenos não se ligue diretamente aos receptores canabinoides CB1 e CB2, evidências apontam que eles modulam vias complementares, como as rotas GABAérgica, serotoninérgica e dopaminérgica, além de exercerem influência sobre mediadores inflamatórios como o NF-κB.5

Representação esquemática dos principais alvos moleculares e mecanismos de ação de terpenos derivados da Cannabis sativa envolvidos em vias analgésicas e anti-inflamatórias. Cada ponto colorido indica um terpeno específico e suas interações ou efeitos associados em diferentes vias de sinalização celular. BCP — β-cariofileno; TRPV1 — receptor de potencial transitório vaniloide 1; CB — receptor canabinoide; TLR4 — receptor Toll-like 4; Na⁺/Ca²⁺ — canais de sódio/cálcio; NMDA — receptor N-metil-D-aspartato; AChE — acetilcolinesterase; PPAR-γ — receptor ativado por proliferador de peroxissoma gama; GABA — ácido gama-aminobutírico; A2A — subtipo de receptor de adenosina A2A. Fonte: Alfieri, Aniello et al. “Phytochemical Modulators of Nociception: A Review of Cannabis Terpenes in Chronic Pain Syndromes.” Pharmaceuticals (Basel, Switzerland) vol. 18,8 1100. 24 Jul. 2025, doi:10.3390/ph18081100
Representação esquemática dos principais alvos moleculares e mecanismos de ação de terpenos derivados da Cannabis sativa envolvidos em vias analgésicas e anti-inflamatórias. Cada ponto colorido indica um terpeno específico e suas interações ou efeitos associados em diferentes vias de sinalização celular. BCP — β-cariofileno; TRPV1 — receptor de potencial transitório vaniloide 1; CB — receptor canabinoide; TLR4 — receptor Toll-like 4; Na⁺/Ca²⁺ — canais de sódio/cálcio; NMDA — receptor N-metil-D-aspartato; AChE — acetilcolinesterase; PPAR-γ — receptor ativado por proliferador de peroxissoma gama; GABA — ácido gama-aminobutírico; A2A — subtipo de receptor de adenosina A2A. Fonte: Alfieri, Aniello et al. “Phytochemical Modulators of Nociception: A Review of Cannabis Terpenes in Chronic Pain Syndromes.” Pharmaceuticals (Basel, Switzerland) vol. 18,8 1100. 24 Jul. 2025, doi:10.3390/ph18081100

Essa multiplicidade de alvos ajuda a explicar por que os extratos podem apresentar maior eficácia clínica — e menor incidência de efeitos adversos — em comparação ao THC ou CBD isolados. Por exemplo, o extrato de cannabis com terpenos e terpenoides demonstrou maior atividade antitumoral do que o THC puro em alguns modelos.6

Aplicações terapêuticas e evidências científicas

A atividade farmacológica dos terpenos tem sido amplamente documentada na literatura médica, com destaque para sua atuação em vias anti-inflamatórias, analgésicas, imunomoduladoras e antitumorais.7 Embora muitos dados derivem de modelos pré-clínicos, cresce o corpo de evidências clínicas que reforça seu potencial terapêutico, especialmente na modulação da dor crônica, da ansiedade e na oncologia integrativa.

Potencial terapêutico do Terpenos
Potencial terapêutico do Terpenos

β-Cariofileno (BCP)

Entre os compostos mais estudados, o β-cariofileno (BCP) ocupa posição singular. Trata-se de um sesquiterpeno com ação canabimimética, por ser o único conhecido a interagir diretamente com o sistema endocanabinoide. Ele atua como agonista seletivo do receptor CB2, promovendo analgesia e efeito anti-inflamatório por inibição da via NF-κB e redução de citocinas pró-inflamatórias como IL-6 e TNF-α.5 Além disso, o BCP inibe a enzima MAGL, elevando os níveis de 2-AG, e estimula a liberação periférica de β-endorfina.

Ensaios clínicos em humanos sustentam o potencial analgésico do β-cariofileno (BCP) em condições de dor inflamatória. Em pacientes com osteoartrite de joelho, a suplementação oral contendo BCP reduziu significativamente a dor e melhorou a função, conforme demonstrado em estudo duplo-cego de 45 dias com 38 pacientes (Farì et al., 2023).8

De forma semelhante, na dismenorreia primária, a aplicação tópica de um creme com 2,7% de BCP promoveu redução significativa da intensidade e da duração da dor menstrual em ensaio clínico randomizado com 48 mulheres (Ou et al., 2012).9,10

Embora realizados em amostras pequenas, esses estudos confirmam em humanos os efeitos observados em modelos experimentais, nos quais o BCP atua como agonista seletivo de CB2, modulando citocinas pró-inflamatórias como TNF-α e IL-1β, reforçando seu potencial clínico no manejo da dor inflamatória.

Limoneno

Outro destaque é o D-limoneno, um monoterpeno cítrico abundante na Cannabis e reconhecido por sua versatilidade farmacológica. Atua como antagonista dos canais TRPV1 e TRPA1, reduzindo hipersensibilidade dolorosa, e apresenta efeitos ansiolíticos e antiestresse mediados pelos receptores A₂A e pela neurotransmissão GABAérgica. Seu papel anti-inflamatório decorre da inibição de NF-κB e da supressão de TNF-α e IL-1β.11

Em estudos clínicos, formulações tópicas com limoneno reduziram em até 85% a dor da fascite plantar em dez dias. Há ainda dados promissores sobre sua ação antitumoral e moduladora do humor: a co-vaporização de D-limoneno com THC atenuou os efeitos ansiosos do canabinoide, sem comprometer suas propriedades terapêuticas.12,7

Linalol

O linalol, um monoterpenoide álcool presente em baixas concentrações na Cannabis, apresenta notável ação neurofarmacológica. Ele atua sobre receptores GABAérgicos, promovendo sedação e redução da ansiedade, e exerce antinocicepção multimodal por modulação de receptores opioides e canais iônicos.13

Seus efeitos neuroprotetores relacionam-se à atenuação do estresse oxidativo e à regulação negativa da via TLR4/NF-κB. Em contexto clínico, óleos ricos em linalol — como o de lavanda — demonstraram aliviar a dor na osteoartrite e em dismenorreia, além de evidenciar potencial antidepressivo em modelos pré-clínicos.13,14

α-Pineno

O α-pineno, por sua vez, é amplamente valorizado por suas propriedades cognitivas e anti-inflamatórias. Este monoterpeno inibe a acetilcolinesterase, podendo mitigar os déficits de memória induzidos pelo THC. Também reduz a inflamação via NF-κB e PGE₂, demonstrando neuroproteção em modelos de isquemia cerebral. Estudos in vitro mostram ainda sua capacidade de induzir apoptose em células de melanoma e carcinoma hepatocelular.13,7

α-Humuleno

Outro sesquiterpeno relevante é o α-humuleno, frequentemente co-expresso com o BCP. Seu principal mecanismo é a inibição da COX-2, conferindo-lhe efeito anti-inflamatório comparável ao de AINEs, porém com menor toxicidade estrutural. Também regula negativamente citocinas pró-inflamatórias como IL-1β e apresenta atividade adjuvante em terapias oncológicas, potencializando a eficácia de quimioterápicos em modelos de melanoma.13,15

β-Mirceno

Por fim, o β-mirceno, um dos terpenos mais abundantes na Cannabis, é reconhecido por seu perfil sedativo e analgésico. Atua sobre receptores TRPV1 e vias opioides periféricas, sendo altamente lipofílico — característica que favorece sua penetração no sistema nervoso central. Além de reduzir citocinas inflamatórias (IL-1β, IL-6, TNF-α), demonstrou efeito clínico positivo em pacientes com osteoartrite quando associado ao BCP em formulação oral, além de exibir atividade antitumoral em células de adenocarcinoma pulmonar.13,16,5

Em conjunto, esses achados evidenciam que os terpenos da Cannabis transcendem o papel aromático e exercem funções farmacológicas complexas e potencialmente sinérgicas com os canabinoides. A compreensão de seus mecanismos e interações abre caminho para formulações mais precisas, integrando ciência molecular, evidência clínica e prática terapêutica personalizada.

Conclusão

O avanço da pesquisa sobre os terpenos e terpenoides tem transformado a compreensão da Cannabis medicinal de um simples fitocomplexo aromático para um verdadeiro sistema terapêutico multifatorial. Essas moléculas não apenas complementam a ação dos canabinoides, mas também demonstram atividade farmacológica própria — atuando sobre receptores endocanabinoides, canais iônicos e vias de sinalização inflamatória e neuronal.

O reconhecimento de que o perfil terpênico influencia a resposta clínica amplia o conceito de “personalização” no uso medicinal da Cannabis. O que antes era considerado apenas uma variação de aroma ou sabor, hoje se entende como um determinante farmacodinâmico com impacto direto sobre analgesia, humor, sono, inflamação e resposta imunológica.

Do ponto de vista translacional, os terpenos reforçam a importância do efeito entourage — uma sinergia molecular que não pode ser replicada por isolados sintéticos. Essa integração fitoquímica explica por que extratos de espectro completo tendem a oferecer respostas terapêuticas mais estáveis, com menor incidência de efeitos adversos.

Em um cenário em que a medicina caminha para abordagens mais integrativas e personalizadas, compreender o papel dos terpenos significa reconhecer a cannabis como uma matriz terapêutica sofisticada, onde química e biologia convergem para restaurar a homeostase. O futuro da medicina endocanabinoide depende justamente dessa visão sistêmica — na qual cada molécula, aroma e interação representam uma peça essencial do cuidado clínico baseado em evidências.

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Para os médicos que buscam aprofundar seu conhecimento sobre os mecanismos terapêuticos da Cannabis sativa, compreender o papel dos terpenos tornou-se uma competência clínica cada vez mais relevante. Essas moléculas aromáticas interagem com múltiplos alvos do sistema nervoso e imunológico — incluindo canais iônicos, receptores TRP, canabinoides e serotoninérgicos — modulando processos como dor, inflamação, humor e sono. Essa interface bioquímica entre aroma e farmacologia revela novas perspectivas terapêuticas e reforça a importância de considerar o perfil terpênico na prática clínica com cannabis medicinal.

Neste cenário, a WeCann surge como uma aliada estratégica da comunidade médica, oferecendo formação baseada em evidências e ferramentas práticas para integrar o conhecimento sobre cannabis medicinal à prática clínica. Entre esses recursos, destaca-se o Tratado de Medicina Endocanabinoide, como um manual abrangente e atualizado, de referência internacional, que aborda todo o conhecimento necessário para a incorporação das terapêuticas à base de cannabis na prática.

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Referências

  1. Tholl D. Terpene synthases and the regulation, diversity, and biological roles of terpene metabolism. Curr Opin Plant Biol. 2006;9(3):297–304. https://doi.org/10.1016/j.pbi.2006.03.014.
  2. Christianson DW. Structural biology and chemistry of the terpenoid cyclases. Chem Rev. 2017;117(17):11570–648. https://doi.org/10.1021/acs.chemrev.7b00287.
  3. Baser KHC, Buchbauer G. Handbook of essential oils: science, technology, and applications. 2nd ed. Boca Raton: CRC Press; 2015.
  4. MONTAGNER, Patrícia; DE SALAS-QUIROGA, Adán. Tratado de Medicina Endocanabinoide.1. ed. WeCann Endocannabinoid Global Academy, 2023.
  5. Masyita, Ayu et al. “Terpenes and terpenoids as main bioactive compounds of essential oils, their roles in human health and potential application as natural food preservatives.” Food chemistry: X vol. 13 100217. 19 Jan. 2022, doi:10.1016/j.fochx.2022.100217
  6. bos M, Tundidor I, Andradas C, García-Taboada E, et al. Appraising the “entourage effect”: antitumor action of a pure cannabi-noid versus a botanical drug preparation in preclinical models of breast cancer. Biochem Pharmacol. 2018 Nov; 157: 285–93.
  7. Wróblewska-Łuczka P, Cabaj J, Bargieł J, Łuszczki JJ. Anticancer effect of terpenes: focus on malignant melanoma. Pharmacol Rep. 2023 Oct;75(5):1115-1125. doi: 10.1007/s43440-023-00512-1. Epub 2023 Jul 29. PMID: 37515699; PMCID: PMC10539410.
  8.  Vuckovic, S.; Srebro, D.; Vujovic, K.S.; Vucetic, C.; Prostran, M. Cannabinoids and Pain: New Insights from Old Molecules. Front. Pharmacol. 2018, 9, 1259. 
  9.  LaVigne, J.E.; Hecksel, R.; Keresztes, A.; Streicher, J.M. Cannabis sativa terpenes are cannabimimetic and selectively enhance cannabinoid activity. Sci. Rep. 2021, 11, 8232.
  10.  Sic, A.; Manzar, A.; Knezevic, N.N. The Role of Phytochemicals in Managing Neuropathic Pain: How Much Progress Have We Made? Nutrients 2024, 16, 4342.
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